O filho querido

Olhe o sorriso da criança,
Como é meigo o seu olhar,
Até o bruto balança,
Com sua maneira de falar.

Mas o tempo vai passando,
A criança vira homem,
E o mesmo vai se transformando,
Em traços que o consomem.

Consomem sua ternura,
Consomem sua inocência,
E dias de amargura,
Poderão vir com frequência.

Mas o tempo dá um jeito,
E vai polindo o cidadão,
Transformando o seu defeito,
Mas não encontra gratidão.

Mas o Pai que é bondade,
Continua sua obra,
Vai eliminando a maldade,
Que no homem ainda sobra.

E chegará um dia afinal,
Que o diamante polido,
Deixará de ser infernal,
Para ser o filho querido.

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