Desesperança

O silencia continua,
Nada a acrescentar,
O vazio que me tortura,
Não se pode comentar.

Estou como um túmulo vazio,
Sem um defunto pra se orar,
Sem um estímulo edificante,
E sem dormir, pra poder sonhar.

Olho a noite chegando,
Pássaros em revoada,
Casais se acariciando,
E filhotes na ninhada.

E eu, esperando o que?
Mais uma noite fria,
Olhos se esbugalhando,
Em uma cama vazia.

Olho para o céu,
Vejo uma luz tremular,
Meu filho, meu apreço,
Hoje eu vim te buscar.

                                


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