Sonho de verão
Anda eu pela rua,
Sem sol, sem chuva, sem lua,
Quando alguém apareceu,
E me bateu com uma pua.
Mas, eu continuei seguindo,
Com dores, ouvido tinindo,
Sem meta, sem rumo,
Um gato rosnava, um rato fugindo.
E de repente,
Me senti ausente,
Numa mata escura,
Numa brisa quente.
Sentei na relva fria,
Num espasmo, o mundo desaparecia,
Pensei ter morrido,
Mas, acordei, na minha cama macia.
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