De volta a prisão

Se você soubesse,
A que horas partirias,
Faria então muitas preces,
E o bonde não perderias.

Mas, o homem, insensato,
Pensa que o mundo é seu,
Compra, vende, faz contrato,
Nem pede licença a Deus.

Quando passa para o outro lado,
Despe a roupa da ignorância,
Então se sente pelado,
Onde o tesouro, da ganância.

Então o homem grita,
Em vão se desespera,
Mas o dor, esta bendita,
O coração retempera.

E o Pai misericordioso,
Abre a porta da reencarnação,
E nasce num berço formoso,
Mais uma alma, de volta prisão.


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