A luta de cada dia

O homem, esse ser insensato,
Da mais valor ao sapato,
Que pode ser de pelo de gato,
Do que a um pobre qualquer.

Vive no mundo da lua,
Sem saber que a culpa é sua,
Mais arcado do que um arco de pua,
E diz que sofre por mulher.

Mas o que ele não sabe,
É que antes que a vida acabe,
A vida real por um momento se abre,
E ele terá que decidir o que quer.

E qual o caminho a tomar,
Se seus impulsos ele quer domar,
Se uma vida digna ele quer levar,
E se tem as armas que esta luta requer.

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