Prosopopéia do ser

      Onde andam todos, todos andam sumido. Somem todos andando ao léu.
Procuram o céu, mas deseducadamente não tiram o chapéu. E as donzelas
não tiram o véu. O véu da ignorância, que é a infância do ser. O ser vil, que
ainda esconde o seu eu, do próprio eu. Mas eu procuro, mesmo no escuro,
ser puro, mas asseguro, que puro não sou. Sou apenas mais um, em jejum,
jejum de saber, de entender, o que verdadeiramente é meu ser. Ser, é ter,
ter conhecimento da verdade, verdade que é relativa, que é meia verdade,
relativamente de acordo com a evolução do ser. Então, esse ser vil, que viu,
e não descobriu, o que é ter brio, também como todos, que andam sumido,
some tão bem, que ninguém, consegue entender, nem saber, onde andam,
o conhecimento, tão proprio do homem, e do jumento.

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