Se eu fosse Deus
Se eu fosse Deus, eu criaria um Universo cheio de
planetas, cada um mais belo que o outro, e estes
serviriam de moradas para os homens, cada um de
acordo com seus merecimentos.
Se eu fosse Deus, criaria os homens simples e
ignorantes, para que aos poucos eles aprendessem
as leis que regem a si e ao Universo.
Se eu fosse Deus, o homem carnal, seria apenas
uma roupagem que seu espírito usaria para seu
aprendizado aqui na terra. E a cada passagem ele
teria um corpo diferente, mas sua essência seria a
mesma, e com isso ele cada vez mais adquiriria,
sabedoria e conhecimento para poder um dia passara habitar um planeta melhor e mais bonito.
Se eu fosse Deus, todos os homens passariam
pelas mesmas dificuldades, pelos mesmos desafios,
habitariam em uma época na Europa, em alguma
outra existência na Ásia, em outra na África, e tal-
vez um dia em solo brasileiro. Para assim saber, e dar o devido valor a cada lugar, e a cada povo.
Se eu fosse Deus, a cada nova existência carnal,
o homem teria a colheita de suas plantações anterio-res, agregados a novas possibilidades de progresso.
Se eu fosse Deus, eu não julgaria os meus filhos,
pois eu saberia que eles são como criancinhas, ainda engatinhando no jardim da infância da vida.
Se eu fosse Deus, o homem e a mulher seriam
apenas duas faces de uma mesma moeda.Se eu fosse Deus, criaria o claro e o escuro,
o quente e o frio, o negativo e o positivo, para que
meus filhos pudessem discernir, valorizar, cada coisa
e cada acontecimento.
Se eu fosse Deus, criaria a oração, para que o
homem pudesse conversar comigo, e daria a ele
anjos protetores, que seriam seus irmãos mais experi-
entes, para o ajudarem a trilhar as estradas da vida.Se eu fosse Deus, depois que o homem tivesse
percorrido todas as estradas da vida, conhecido todas
as peripécias, travado todas as lutas, e as vencido, e o
conduzira a um planeta melhor e mais bonito, mas
ainda não seria o fim. Pois os mundos seriam infinitos
e o aprendizado também, pois eu não gostaria de ver
meus filhos inertes, me adorando, me contemplando,
pucha que chato, isso é coisa de homem.
Se eu fosse Deus, eu criaria um sentimento, que se
chamaria Amor. Um sentimento que começaria na
posse, passaria pelo egoísmo, atravessaria a bondade,
estagiaria no amor individual, para mais tarde ser
transformado no Amor Universal. Que é Me enxergar
em todas as coisas, em todas as pessoas, e ver que
tudo é belo, e que tudo é perfeito.
Mas, como não sou Deus, e nós, homens ainda em
estágio primário de evolução. Deus, o Pai, manda nos dizer, através de seus filhos maiores, que tudo isto já
existe, e muito mais, que a nossa pequenez não é capaz
de atinar. E que se nós usarmos, o recurso da oração, o
estudo sério de todas as coisas, o trabalho, não só para
ganhar o pão, mas também o trabalho que edifica e
enobrece, auxiliando os mais necessitados. Estaremos,
começando a conhecê-Lo, e vê-Lo, em todas as coisas e
criaturas, como Pai, aquele Pai, da “Parábola do Filho
Pródigo”, que está sempre esperando o seu filho, de
braços abertos, aconteça o que acontecer, venha de
onde vier, porque Ele, Deus, o Criador, é Pai, e não
padrasto. “Se um homem, sendo mau, sabe dar boas
coisas a seu filho, quanto mais o Pai”, disse nos Jesus.
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