Hoje choramos
Todos os dias, eu pulo do barco, E mergulho no charco, Das ilusões que amargo, Nos impulsos que abarco. Mas, é bom ser assim, Quem se lembrará de mim, Nos dias de folguedos, Lá na praça do Bonfim. Com bons camaradas, Sem medos, sem espadas, Simples prazer de contar, Estórias na hora inventadas. Mas o tempo passa, E tudo perde a graça, Hoje é tudo complicado, Hoje choramos, a própria desgraça.