O homem chora, O homem grita, Mas no hoje, no agora, É o próprio homem que se irrita. Se irrita pela tensão, Criada pelo seu desejo irrefreável, De ter mais, alegria, emoção, Euforia, às vezes, incontrolável. E nestes incontroláveis momentos, O homem se agita, se esbraveja, Esquece o simples, o sentimento, Parece uma noite de temporal, que troveja. Esquece, que é nesta tempestade, Que surge a luz de um raio, E neste momento de majestade, Eu encontro a porta, eu saio. Saio da tormenta, E sigo a luz projetada, Encontro na fé que alimenta, O caminho, a estrada almejada.