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Mostrando postagens de abril, 2022

A bússola

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 Estou morrendo, De uma morte sofrida, Sem adendo, Mas, bem vivida. Morro na tristeza, Vendo a ignorância, Sendo colocada a mesa, Desde a tenra infância. Morro de pesar, De ver gente enganada, No púlpito, e no altar, E ninguém fazendo nada. Mas, morro na certeza, Que consegui sair da caixinha, Com a luz da alma acesa, A bússola de quem caminha.

O conto do vigário

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 Como é duro, viver em um país, Lugar lindo com eu sempre quis, E vê-lo sendo transformado, Num prostíbulo para meretriz. O povo vive acuado, Sem futuro e sem passado, Até a esperança, Do nosso povo foi tirado. Só sobrou a ganância, De militantes visionários, Tentando aplicar em abundância, O golpe, o conto do vigário.                                                                 (Imagem da internet)

A incerteza

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 Eu só queria saber, A verdade verdadeira, O que acontecerá, Depois da hora derradeira. Muita coisa é dita, E pouca coisa se sabe, Porque a ignorância maldita, A sua porta não abre. E os donos do saber, Por egoísmo sem par, Até nos deixam morrer, Para não ter que contar, E chega a hora fatal, E em total confusão, A alma atravessa um portal, Sem rumo e sem direção. E os mesmos sabichões, Virão para nos receber, E alterarão nossas visões, E nos convencerão a renascer.

Nó na garganta

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 Quando me descubro só, Num inverno apavorante, Minha garganta vira um nó, Mas, me destravo e sigo adiante.