Ao apagar das luzes


De onde vem esta luz,
Que está no alto a brilhar,
Parece a imagem de Jesus,
Num suave cintilar.

A luz toca o meu peito,
Me cura, me consola,
E eu me curvo com respeito,
E canto, ao som de uma viola.

A luz fica diáfana,
Esmaece, desaparece,
Brilho, escuridão, um amálgama,
Meu coração desaquece.

O mal na terra prevalece,
O homem do bem se afasta,
De Jesus, se esquece,
E no lamaçal se arrasta.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Sufocado