O pensador na roda
O pensador quando pensa, Os miolos parecem estourar. É um defeito de nascença, E não há como reparar. Então o pensador descansa, Um descanso improdutivo, Como a ponta de uma lança, Que não espeta um ser vivo. O pensador se desespera, O tempo é um marco cruel, Todos nós ficamos na espera, E não representamos nosso papel. Temos que mudar atitudes, Temos que ser atuantes, Não sejas daquele que se ilude, Com atitudes de criança. O pensador acordou, Os miolos se ajeitaram, Alguém no meu ouvido soprou, Corra, que outros já largaram.