Estava eu, no país das maravilhas, Quando comecei a sonhar, Com antas e vagabundos, E um cervinho a saltitar, Cansei, dessa gente mentirosa, E mandei todos, para aquele lugar.
Estava eu sentado, Em frente a televisão, E olhava de atravessado, O que pensava ser diversão. Mas, o que eu descobria, E me causou aversão, Era do eu tanto ria, Era um fato em vão. Só então percebi, O quanto somos enganados, E tudo o que recebi, Devolvi em tamanho dobrado.
Hoje, um sábado comum, Não vai ter baile, não vai ter festa, Mas, não vou continuar o jejum, Pois isso é ruim, e não presta. Também não vou tomar vacina, Pois, de mentira estou cheio, A vacina está matando, Quando não racha no meio. Eu tomo a Ivermectina, Remédio bom e barato, Pois o que a vida me ensina, Remédio bom, está no prato. E quanto aos mentirosos, Todos vão pegar a doença, Farão discursos enganosos, Mas, o crime não compensa.
Nesta nossa vida, Nada temos de certeza, Se somos realmente o que somos, Ou se tudo é sutileza. Sutileza de um comando, Frio e dominador, Que vai nos impondo seu desmando, Matando os sonhos em flor. Mas, se um dia ao acordares, Tudo estiver diferente, Seu pesadelo pode ter acabado, E poderás viver mais contente. Dizem de uma tal transição, Que o nosso planeta está tendo, E vai ser por imposição, Pois o tempo vencido, está cedendo.
Vivemos num mundo de mentiras. Somos escravos de um sistema dominante. Somos escravos do sistema financeiro. Somos escravos do dinheiro. Somos escravos do governo. Somos escravos dos patrões. Somos escravos de nossas dificuldades, Mas, principalmente, somos escravos da nossa própria ignorância. E a culpa é de quem? Onde a justiça? Onde a igualdade? Onde a religião? Somos órfãos numa terra, sabe de quem!
Honestidade neste país, Parece que é doença, Que pega até em juiz, Sem a menor complacência. E a verdade então, Onde está ninguém sabe, Dizem mentiras em vão, Para que o honesto se acabe. No país do faz de conta, Político é profissão, E na justiça desponta, O rasgo a constituição.
Este mundo está perdido, E ninguém consegue encontrar, Os mentirosos escondidos, Atrás do púlpito e do altar. Tem mentiroso na presidência, E em cada cargo eletivo, No Brasil falta decência, E quem vai dar o corretivo? Tem um ex-presidente, Que assaltou a nação, Agora avive contente, O Tribunal, deu absolvição. E o povo vive feliz, Enganando e sendo enganado, Mas, o fim está por um triz, Todos serão presos, e condenados.