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A vida cobra

A vida segue seu rumo, O homem desmiolado, Segue sem prumo. A vida cobra seu preço, E o homem desmiolado, Reclama, eu não mereço. A vida não castiga, ensina, Mas o homem desmiolado, Se preocupa mais, é com a crina. A vida deveria ser boa, Se o homem desmiolado, Não gastasse seu tempo a toa. A vida vai ser melhor, Quando o homem desmiolado, Deixar de ser, seu próprio algoz.

A distância

Lá no céu brilha uma estrela, Tão bonita quanto você, Mas a estrela está tão longe, Tanto quanto, meu bem querer. Faço uma prece aos céus, Que diminua a distância, Quero estar mais perto de ti, E apelo a toda as instâncias. Se preciso apago as estrelas, Se necessário encubro o sol, Se possível viajo com o vento, Pra pertencer ao seu rol.

Para se chegar lá

Todos querem chegar ao paraíso, Mas do mesmo, não fazem o mínimo juízo, Procuram o céu em vão, Mas não fazem, o que é preciso. Trabalhar, amar e servir, Condição, sine qua non, Para se ter um belo porvir.

Alguém bateu

Alguém bateu na porta, Mas eu não mandei entrar, Aí, a Inês já é morta, E não tem como ressuscitar.

O merecimento

Nada supera a sua vontade, Se você não quiser, Nada poderá ser feito, Nem a seu favor, Nem contra, Portanto, tenha uma vontade firme, Um vontade bem decidida, E bem dirigida. Você quer, você consegue. Desde que você mereça.

O telefone tocou

Há dias e dias parado, Nesta imensidão sem fim, Me chamaram até de pobre coitado, Mas ninguém se lembrou de mim. Mas estou pensando em você, Na sua bela figura, Mas não consigo esquecer, Aquilo que o homem não atura. A imensidão parece encolher, Não estou mais parado, Alguém me telefonou, Me espera em frente ao mercado.

Vaidade

Vaidades são vaidades, Nada mais que vaidades, E o homem se ilude tanto, Que morre na flor da idade.