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A eleição e o voto

A eleição está chegando, E penso em quem votar, Os muros que estão pintando, Nestes não, só se caiar. Vi uma placa bem grande, Candidato bem arrumado, A fotografia se expande, Mas o dito é camuflado. Tem um tal de candidato, Com fama de mentiroso, Além de tudo é ingrato, E se falam, fica furioso. Dentre os vereadores atuais, Em nenhum eu vou votar, Seus salários anormais, Marcaram e eu vou lembrar.

A dor do amor

O pensador estava passando dor, Tomou um melhoral, Não ficou legal, A dor era de amor. E para curar esta doença, Gostosa de se sentir, É se entregar, não se omitir, E deixar que o amor vença. E se a dor não passar, Se acostume com ela, Pois a amor não é novela, E não adianta se casar. Mas se a dor encontra remédio, Na paixão de outro alguém, Que os anjos digam amém, Já não existe mais tédio.

Se eu soubesse

Há, se eu soubesse, O dia da minha morte, O dia da minha sorte, Saber tudo o que eu quisesse. Saber o que aconteceria, No dia do fim do mundo, E qual o lugar mais fundo, Pra ver se lá eu cabia. Saber que a juventude, Que gosta de estudar, Se solução salutar, Motiva sua atitude. Há, eu queria saber, O que será da natureza, O que vai ser desta beleza, Que o homem vacila em ver. Queria saber as verdades, Pra ensinar ao meu povo, Se nasceu primeiro o ovo, E como se livrar das maldades. Queria saber ser feliz, E como se livrar da morte, E como aumentar a sorte, E ser o que eu sempre quis. Mas, uma coisa eu já sei, Que tudo no mundo é bom, Homens, animais, vegetais, e o som, Mas ainda não acabei. Agradeço ao Pai do céu, Que fez a natureza e a lei, Que governa tempo, espaço, e rei, E aos nossos olhos coloca um véu. Por causa da nossa ignorância, Pois teimamos em não crescer, Teremos novamente que nascer, E ...

Possibilidades

Enquanto a vida segue seu indelével caminho, O homem se pertuba com suas quimeras, Enquanto a vida mostra suas possiblidades, O homem se estressa numa longa espera, Enquanto o homem, não aprender o valor do espinho, Viverá seu inverno, em plena primavera.

A cruz

O pensador cansado, Deitou-se para dormir, Teve um sonho engraçado, Ele não parava de mentir. Levantou-se acabrunhado, Com um remorso a sentir, Fez uma prece pro cunhado, Mais duas pro Jurandir. Depois deitou socegado, E sonhou com Jesus, Teus pecados estão perdoados, Agora só falta a cruz.

Era saudade

O pensador estava pensando, Mas não sabia em quê, Talvez sonhasse que estava voando, Pras terra do bem querer, Mas o pensador acordou chorando, E era saudade...de você.

Tenho olhado

Tenho olhado o mundo E fico desconfiado, Porque este povo imundo, Caminha sempre ao meu lado. Tenho olhado a verdade, E descobri ambos os lados, Não é o povo que é imundo, Mas sim a minha vaidade. Tenho olhado o presente, Que se aproxima do futuro, Então me senti ausente, Escondido atrás de muros. Tenho olhado no espelho, E vergonha tenho sentido, E descobri que o vermelho, É da maçã não ter comido. Tenho olhado meu próximo, E já não fico indignado, Eu já quase me aproximo, De um amor idealizado.