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Mostrando postagens de maio, 2018

Uma noite perdida

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Ao som de um violão, Conheci a tua voz, Maviosa, falava de solidão, E de um tal, seu algoz. Ao calor dos meus brios, Te convidei a dançar, Mas os teus lábios tão frios, Não conseguiram aceitar. Passei a noite te contemplando, Até que o violão silenciou, Sua voz agora raivosa, A solidão te deixou. Um cara mal encarado, Num abraço te apertou, E eu fiquei encabulado, Você sorriu e aceitou.

O renascer da criança

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Não precisamos de coragem, Precisamos de atenção, A mente forma a imagem, Do ego em concentração. O mundo vive perdido, Num vale de ilusão, Criado pelo ego sabido, E parece sem solução. O EU sempre está esquecido, E o ego em profusão, Deixa o homem enlouquecido, Sem saber usar o coração. O mundo alimenta o ego, E o homem parece gostar, Por isso, do mundo me desapego, Para a criança, poder voltar.

O ego safado

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Um dia encontrei meu ego, Me pregando mais uma peça, É um mal que sempre carrego, Fazer coisas ruins a beça. O tal de ego é danado, Guarda tudo em seu armário, Aprende tudo o safado, Até a crença no sacrário. Mas, temos que aprender, O domar o dito cujo, O EU, começa a se defender, E da simplicidade, não fujo. O EU deveria ser, Simples como uma criança, E ser assim até o morrer, E ter mais peso na balança.

Ancorei meu barco

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Ancorei meu barco, Na baia do amor, Retesei meu arco, E flechei a dor. O mar está calmo, E eu, calmo estou, Já rezei um salmo, O dor me deixou. Prevejo tempestade, Um jardim sem flor, Amor pela metade, Só me causa horror. Retorno pro meu barco, Sempre solitário, Sem flecha e sem arco, E com cara de otário.

Todos os dias

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Todos os dias são feitos para o bem, Todos os dias oportunidades são dadas á alguém, Todos os dias filas esperando o trem, Mas na fila do bem, poucos têm. Todos os dias os mesmos pedidos, Todos os dias aumentam os esquecidos, Todos os dias tem alguém desaparecido, E nós apenas, olhamos distraídos. Todos os dias são oportunidades, Todos os dias são feitos para a verdade, Todos os dias devemos combater a maldade, Só assim, encontraremos a felicidade.

Beijos e saudades

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Havia na via quem via, E eu enxergava também, Mas você todavia, Disse adeus, tomou o trem. Mas, o pouco de um louco, Do muito que você era, Te espero um pouco no toco, Sentado ao pé da primavera. Garota, marota, de roupa rota, Acho que passou da conta, Você me esgota, me solta, Beijos, saudades e afrontas.

A vida é

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A vida é cheia de mistério, Mas, eu digo, Só para quem não leva nada a sério. Se a vida é dura para quem é mole, E o mole da vida? Fica para quem te esfole. Se a vida na terra é uma prisão, E os presidiários, Oque eles são? Se a vida sempre nos trás surpresas, Surpreendente é a vida, Que  coloca fartura, nas mesas. Se a vida é para ser vivida, Viva-a, de tal forma, Que aqui não necessites de ser revivida.

A culpa é do banco

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Houve um tempo, em que eu tinha tempo, Neste tempo, eu não tinha dinheiro, E também não tinha o que fazer com meu tempo, Hoje, não tenho tempo, nem dinheiro, Um saldo que quem pode explicar, é o banqueiro. Que toma o meu tempo, e leva o meu dinheiro.

Desilusão

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Agora que a ilusão, Abandonou-me de vez, Não é a sua traição, Nem a sua insensatez, Que magoará meu coração, Nem me fará sofrer,    Porque a desilusão, Já perdeu o freguês.

As cores

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O verde das matas, O azul das águas, O dourado do sol, O roxo das mágoas. O prateado das estrelas, O doce encanto do luar, A brisa fresca das manhãs, E o vermelho do meu chorar. Os amarelos me esperam, Os brancos me encantam, Os negros me mostram força, E no escuro, as mariposas cantam. E assim espero um novo amanhã, Deixando na noite os medos, E corado como uma maçã, Deixo de lado, os azedos.

O ego mudo

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Andava triste pensando, No porque, de tanto sofrer, Mas, a lucidez foi chegando, E comecei a entender. O que fazemos na terra, Além de comer e dormir, Só ficamos a espera, De um milagre surgir. Mas, o milagre só acontece, Através de muito estudo, Quando a lucidez aparece, E o ego fica mudo. Quando deixamos de lado, O querer e o poder, E deixamos de ser safado, Pensando no SER e não no TER.